Esse foi o dia que nós realmente começamos a conhecer bem o deserto, já que até aí só tínhamos andado pela cidade e feito o tour astronômico. As 15h45 estávamos na frente da agência aguardando a van, as 16h00 saímos de lá, e no caminho (cerca de 2 km até a entrada do Valle) foi só amor, quantas estradas lindas, meldeus! Pela altitude dele ser a mesma que da cidade de San Pedro, é indicado que seja um dos primeiros passeios a serem feitos pra nos acostumarmos com ela. O Valle de la Luna faz parte da cordilheira de sal, então tudo isso aí que vocês vão ver nas fotos são rochas compostas de sal, argila, gesso, entre outros minerais - e esses "desenhos" nas rochas existem porque elas foram esculpidas pelo vento. 

O passeio tem várias paradas pra conhecermos todo o Valle, algumas agências identificam como Valle de la Luna + Valle de la Muerte, outras apenas como Valle de la Luna. BTW,  na primeira parada chegamos até a famosa Piedra del Coyote, que são essas fotos daí de cima. Foi maravilhoso e surreal olhar TUDO isso, é imenso, é inacreditável, parece outro planeta. Sério. Depois de tirar aquela foto sentadinha na pedra, começou a bater uma ventania maravilhosa (aliás, nesse passeio é vento demais na cara e sol demais na cabeça) quando fui me levantar, e apenas me imaginei caindo nesse precipício (sério, morri de medo). Mas ok, fui me arrastando até o meio da pedra pra me sentir mais segura e tô vivinha aqui pra contar história, haha! 


Na segunda parada nós fomos bem dentro do Valle (nas partes mais baixas) e o guia nos contou que durante a chuva (que é rara) ele costuma ficar alagado, e quando a água vai embora ficam os novos desenhos das rochas e o branquinho do sal. Alguns turistas chegaram até lá andando a cavalo (que demais, mas que calor, socorro) e quando fui fotografar um deles virou bem na hora fui pega, acenou pra mim e sorriu. Achei demais, haha! Muitas pessoas fazem essa passeio por conta - alugam bike, carro, ou cavalo (?!) - já que ele é o mais próximo da cidade de San Pedro. 

Na terceira parada nós entramos dentro de uma caverna (sim!). Admito que não estava preparada pra isso, porque: fui com a mochila nas costas, câmera no pescoço e celular na mão. Ou seja: treta. Em alguns momentos (na verdade, vários) dentro da caverna é necessário praticamente deitar no chão pra passar, e eu com meus 1,80 de altura + todos os ~~equipamentos, quase morri. Saí de lá parecendo que tinha me jogado na terra e rolado, além de acabada, haha. Provavelmente o guia avisou pra não levar muita coisa pra essa parte, mas eu estava lá no fundo da van e prestando atenção demais na paisagem pra traduzir o espanhol dele ao mesmo tempo. Coisas da vida. E falando em guia: o nome do nosso era Juan, um senhor super simpático que acabamos encontrando depois em outro passeio. :)

Na quarta parada nós chegamos até a pedra das Três Marias (que também não fotografei, já que tinham 50 mil pessoas na frente). E na quinta parada (finalmente) subimos muito, muito, muito (e a pé) por um caminho entre as dunas pra chegar até o lugar que aguardaríamos o pôr do sol, que só acontece lá pelas 19h30 (isso que estávamos no inverno!).


Foi assim que acabou nosso dia por lá.
Com um infinito, pôr do sol, algumas fotos e com a temperatura caindo mais de 10 graus. Embora esse passeio tenha sido lindo e incrível, ele não foi um dos meus preferidos (acreditem, tem coisas mais lindas vindo por aí). Pra mim ele foi tipo um aviso de: "se prepare pra o que ainda vem pela frente que você vai morrer de amor", hahaha. E morri mesmo. 

Pra conferir os outros posts da viagem só ir na tag desertos.

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