AVISINHOS
Tem muito azul nesse post.
Muitas fotos. Muita saudade.

Lembram que falei sobre meu passeio preferido? Pois é. É difícil decidir um, porque absolutamente todos os lugares que conhecemos no Atacama são incríveis, mas sempre quando lembro dessa viagem (ou quando vejo as fotos) o meu coração bate mais forte por esse dia, que foi o seguinte do Valle de la Luna que contei no último post. 

Acho que não falei sobre esse detalhe, mas os passeios no Atacama funcionam assim: os que saem a tarde/noite, você vai até a agência pra pegar o van. Os que são pela manhã (ou madrugada, tipo os geysers que acordamos as 4 pra ir) a van busca no hostel/hotel. 

Estava combinado pra nos buscarem entre 7 e 7:30 (mas pediram que ficássemos prontos até as 7, já que poderíamos ser os primeiros a serem pegos). As 7 já tínhamos tomado um chá pra aquecer e terminado de nos arrumar, as 7:05 a van chegou e depois de pegar todo mundo, a surpresa: tínhamos esquecido que o café da manhã estava incluso nesse passeio! Haha. Nos levaram em um hotel chamado Quechua pra tomar o desayuno (e certamente nossa agência trabalha em parceria com eles, já que em todos os passeios com café fomos pra lá) - e cara, maravilhoso! - tinha de tudo pra comer e comemos SUPER bem (chá, café, pão, bolo, frios, doces...). Depois disso, saímos de lá a caminho das Piedras Rojas, o único passeio que eu não tinha pesquisado sobre (e nem tinha visto fotos!), já que compramos pensando apenas nas Lagunas Altiplânicas. Acho que por isso esse foi o meu preferido: eu sabia o que esperar de todos, mas nesse eu não sabia que o começo seria absurdamente maravilhoso.


Na ida o guia parou na estrada (pra minha alegria) e tiramos algumas fotos. Aliás, esse guia também era extremamente simpático, pena que esqueci o nome dele. Na primeira foto tem uma placa (que só fotografei o lado de trás, fuen) que indica que ali passa o trópico de capricórnio e nesse lugar também vimos o caminho Inca (foda, foda). Depois disso andamos mais um bom tempo de carro (subiiiiindo) e paramos em uma cidade (vilarejo?) suuuuuper pequena chamada Socaire pra ir no banheiro e etc. E adivinhem o que tinha de monte lá? Cachorros! Haha. 


De lá ainda rodamos bastante de carro e é incrível o quanto a paisagem no deserto vai se modificando. Da terra seca que víamos quando estávamos mais próximos da cidade de San Pedro, a essa vegetação linda e amarelada que encontramos quando subimos (nisso estávamos cerca de 3.000 do nível do mar). Com isso também começamos a ver alguns animais da região, essas bonitinhas aí são as Vicunhas, parentes das Lhamitas <3. A caça das Vicunhas (diferente das Lhamas) é proibida porque elas estão em extinção.


O guia-querido parou em um ponto mais alto pra gente observar tudo aquilo que nos esperava e aí foi o primeiro tapa na cara que levei da natureza nesse dia, haha. Gente, é surreal. Pra começar: todas as "montanhas com gelo" que vimos pelo caminho, não eram montanhas e sim vulcões (até os que não tinham o topo bem angular). E SIM, GELO. VULCÃO. DESERTO. Tudo na mesma frase (aliás, esse da foto é o Licancabur, meu preferidinho)! Não bastando, tinham as pedras avermelhadas (ou rojas, como preferirem), uma laguna congelada e cheia de sal, e mais vulcões no fundo dela. O resultado disso é que tudo parecia uma pintura, não parecia que era real, e editando essas fotos eu continuei com o mesmo sentimento, haha. Essa região é conhecida também como Salar de Talar ou Lagunas Calientes, e descobri que nem todos as agências fazem passeio até lá, já que ela fica BEM longe de San Pedro. Ou seja, no fundo foi muita sorte ter parado nesse paraíso <3.


Tava muito frio, muito sol, e ventando demais! Acho que no horário que chegamos lá (por volta das 10 horas) estava uns 5 graus ou menos, e a temperatura foi subindo do decorrer do dia. O problema mesmo era o vento que não dava trégua, haha. Nessa hora nós estávamos a 4.000 de altura, mas eu não senti muito nessa parte. Nós ficamos bastante tempo admirando tudo e tirando fotos, uma coisa que achei incrível foi que o nosso guia também estava fotografando e admirando tudo aquilo. Fui perguntar qual passeio ele achava mais especial e ele respondeu que era justamente esse que estávamos - ou seja, isso justifica o porque das fotos mesmo já tendo passado por ali tantas vezes, haha. Depois daí nós entramos na Van e rodamos MUITO (e subimos muito também, mais de uma hora) pra chegar na próxima parada que eram as Lagunas Altiplânicas. Pelo caminho nós encontramos uma raposinha, AI GENTE <3


Tem nem muito o que falar, só sentir. Olha a cor dessa água. OLHA. ESSA. COR. São duas Lagunas e elas levam os nomes de seus respectivos vulcões: a laguna das primeiras fotos é a Miscati, e a das duas últimas é a Miñiques. Elas foram criadas pela erupção desses vulcões há um milhão de anos atrás e essa tonalidade maravilhosa é causada pelos minerais encontrados ali (aliás, nenhuma delas é apropriada pra banho). O guia havia nos falado que talvez encontrássemos muitos flamingos lá, mas esse não foi nosso dia de sorte (ou pelo menos não em relação a isso). Nós ficamos um bom tempo sentados nas pedras observando todo esse azul, depois andamos pelos caminhos permitidos (não é possível chegar muito perto dessas lagunas como foi no Salar de Talar que falei ali em cima)

Essa parte do passeio é super cansativa e foi aí que comecei a sentir a altitude incomodar, mas nada que fosse absurdo. A respiração fica mais difícil, senti um pouco de dor na cabeça, mas logo passou. Já uma outra brasileira que estava fazendo o tour com a gente passou super mal, teve que ficar na van pois estava enjoada e enfim, vai de organismo mesmo. Nós saímos dessa parte beeeem cansados e por mim o dia já poderia ter terminado, mas eram 14h00 e íamos almoçar pra depois continuar com os passeios. Descemos bastante até chegar na cidade de Socaire novamente, comemos em um lugar beeeeem simples mas a comida era muito boa (que também estava inclusa no valor do tour) e seguimos pra próxima parada, o Salar do Atacama. 


Nessa hora eu já estava bugada: cansada, com sono e com dor de cabeça - além da temperatura ter subido pra uns 40 graus, sério! Acabei não aproveitando tanto e talvez por isso (ou não) não achei o Salar do Atacama tuuuudo aquilo, sabe? Acho que por já ter uma ideia de como era o Salar de Uyuni (que visitaríamos depois de alguns dias) eu fiquei bem de boa em relação a ele. Nesse lugar foi a primeira vez que vimos de fato os famosos Flamingos, pena que eles estavam tãããão longe e eu não tenho lente tele, ou seja: fiquei chateadíssima (a toa, já que na Bolívia fotografei muitos, aguardem) e pensei que isso seria o melhor que conseguiria de uma foto deles. 

Essa parada foi super rápida, de lá seguimos pra um vilarejo chamado Toconao, que é cercado de água doce e por isso é um grande produtor de frutas e hortaliças da região. Lá conhecemos a igreja que é patrimônio histórico da cidade e depois (finalmente) seguimos pra San Pedro, que já estava bem pertinho dali. Nosso dia terminou as 16h00 e eu e o Di estávamos acabados. Mesmo assim, ainda chegamos no hsotel, tomamos banho e fomos até o Barros, um dos bares mais conhecidos de lá (falarei sobre ele mais pra frente). Comemos uma lasanha maravilhouuuusa, ouvimos música, bebemos e depois morremos dormindo, haha. 

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Cabou o post de hoje sobre a viagem, e é muita coisa pra falar. Já disse que não sei ser sucinta? Espero que tenham gostado <3 Uma grande observação sobre tudo isso é que: por mais que eu fale e tenham as fotos, nada NADA NADA se compara a sensação de ver tudo isso ao vivo, e eu acho que todo mundo merecia ver tudo isso com os próprios olhos uma vez na vida que fosse, porque não dá pra não acreditar que o mundo é maravilhoso vendo algo filhadaputamente lindo assim. Puta merda. 

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Pra conferir os outros posts da viagem só conferir a tag desertos :)
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