FINALMENTE.
É UM MILAGRO.

Em algum momento eu teria que desempacar nos posts da viagem, e esse momento é agora, haha. O post de hoje é sobre nosso penúltimo dia no Atacama antes de seguir pra Bolivia (e antes do terremoto, aguardem o post seguinte). O Salar de Tara fica bem, bem, bem longe da cidade de San Pedro (e por isso é um dos passeios mais caros), e é famoso por ser o preferido dos turistas (já falei qual é meu preferido nesse post aqui, cof cof). A van nos pegou por volta das 8 da manhã no hostel, e seguindo as recomendações, fomos muito bem agasalhados: com jaqueta corta vento (há boatos de que se você abrir a jaqueta você sai voando) (venta muito mesmo, gente), levamos água, óculos de sol e etcetcetc.

Depois de alguns kms de estrada, paramos na Laguna Esmeralda, que pra nossa surpresa estava CONGELADA. Nosso guia disse que aquela era a última semana pra encontrá-la assim, já que na semana seguinte começaria a primavera e as temperaturas durante a madrugada não seriam tão baixas. Aí eu pensei: ok, tudo bem, uma lagoa congelada - enquanto isso, o guia apenas começou a andar sobre o gelo e chamar a galera pra fazer igual. Nessa hora todo mundo ficou meio assim, por que, né? Eu mesma já imaginei o gelo começando a quebrar e todo mundo afundando igual nos filmes, mas mesmo assim também entrei na brincadeira.


A cada "creck" que ouvíamos o gelo fazer todos ficavam imóveis e sem respirar, hahaha. No final tudo deu certo, ninguém caiu de bunda no gelo escorregadio (nem eu) e voltamos pra van pra seguir viagem. Andamos mais alguns minutos por uma estrada asfaltada, ate que chegamos em uma parte que era de areia, pedras e sem sinalização alguma - fomos sacudindo na van até chegar no ponto mais alto do passeio, que fica a 4.600m do nível do mar (uma breve comparação: São Paulo está a 1000 e poucos metros). O Salar de Tara pertence a Reserva Nacional dos Flamingos e é um dos mais completos que fizemos: tem pedras, vulcões, lagunas, fauna, flora, tudo! Haha.


É tudo tão imenso, intenso, que é inacreditável. São várias paradas pelo caminho, nessa primeira nos seguimos andando pelas formações rochosas e descendo sentido as lagunas. Tudo isso foi formado por erupções vulcânicas + vento conforme os anos. Eu quase cai varias vezes pelo caminho (pra variar) porque as rochas são confiáveis, mas as pedrinhas que ficam em cima delas fazem a gente escorregar LEGAL. Alem disso tem o fator vento demais na cara + altitude , e esse foi o primeiro passeio em que eu realmente fiquei mal.

Meus dedos incharam (?) num nível "não consigo fechar a mão" e quando falei com o guia (que era o Juan, mesmo guia do nosso primeiro passeio) ele disse que era a primeira pessoa que tinha essa reação (olha só que reconfortante, haha). Fiquei o tempo todo abrindo e fechando as mãos pra ver se voltava ao normal, mas só fui melhorar quando estávamos voltando pra San Pedro. Depois vi na internet que isso pode acontecer mesmo, pela altitude e pelo frio (e tava muito frio lá em cima, cerca de 2 graus).


Depois de toda essa aventura de descer pelas rochas chegamos até a van que estava nos esperando. O motorista estava ouvindo música bem alto (tipo dance music dos anos 80 ou whatever) e adivinhem só? Só tinham brasileiros com a gente e começamos a dançar! Todo mundo junto, fazendo passinhos de dança no meio do deserto e dando muitas risadas, hahahaha. A minha câmera só filmou 10min dessa coisa maravilhosa e o brasileiro que filmou nossa apresentação completa pegou o e-mail de todo mundo e ficou de mandar, até agora nada (fuen). :/ Ia colocar uma parte do vídeo que tenho aqui no post, mas meu note tá tão bugado que só pra eu abrir o vídeo demora uns 10 min, então vai ficar pra quando eu fizer um vídeo geral com todos os trechos que filmei da viagem (que espero postar aqui em janeiro, haha).


A van nos levou até uma parte do caminho e seguimos andando o restante, de longe já avistamos a Lhaminhas e Alpacas bonitinhas na beira da lagoa <3. As Lhamas são as mais magrinhas e as Alpacas são as peludonas (tive que tirar a duvida com o guia porque sempre me confundia, haha). Nessa lagoa as pessoas dizem que ficam muitos flamingos, mas nós mais uma vez não demos sorte. Li uma matéria esses dias falando que no inverno eles costumam voar pra outros lugares mais quentes, isso justifica tudo, haha.


Depois de todo esse rolê já eram mais de 2 da tarde e finalmente fomos almoçar. Nessa hora eu já tava podre, cabeça doendo, olhos ardendo, boca seca (mas feliz, haha). O guia preparou lanches com pão, atum, salada e nos deu bastante suco. Descansamos um pouco, demos mais algumas voltas e seguimos de volta pra San Pedro. No caminho ainda houve mais uma parada entre as formações rochosas, mas eu não consegui mais descer da van, só encostei minha cabeça e tentei dormir, já que estava começando a ficar enjoada também (e continuava sem conseguir fechar a mão, haha). Chegamos em San Pedro por volta de 4 ou 5 da tarde. :)

Nessa altura da viagem minha boca estava quase em carne viva (mesmo passando bepanthol toda noite antes de dormir, e hidratando com manteiga de cacau durante o dia inteiro), meu nariz estava descascando (além de sangrar sempre), minha garganta ficando meio inflamada, meio gripada pelas diferenças de temperatura, corpo cansada pelos esforços e enfim, quando eu chegava no hostel eu jurava que não aguentaria levantar cedo no dia seguinte, mas mesmo assim acordava dando um pulo da cama e animada, hahaha. Incrível, não?

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Espero que tenham gostado do post!
Pra conferir os antigos sobre a viagem só ver a tag desertos :)
BEIJOS

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