primeiro dia a caminho do salar de uyuni, lagunas, terma, geiseres e alojamento

31.1.16

OLÁ.
Vai ter fotos ~a valer nesse post (pra não falar ~pra cacete).
A primeira parte dele começou aqui.

Saída do Chile ok, entrada na Bolívia ok. Mochilas, comidas, águas, traqueiras, dois brasileiros, uma chilena e o guia Mário - o boliviano - dentro do carro, e ok, cerca de 8 da manhã, estávamos quase saindo. Até que o motorista chileno que nos levou até a fronteira nos parou, ele foi ver com o Mário se havia lugar no carro, porque duas espanholas estavam chegando (de outra empresa) e queriam colocá-las com a gente. Esses carros 4x4 que eles fazem essa travessia são bem espaçosos, além do motorista e passageiro, no banco de trás cabem duas pessoas (com espaço de sobra), e o ~fundo dele pode ser o porta malas (aonde estavam nossas mochilas até então), ou podem virar mais dois lugares. Aí descemos, nossas mochilas foram pro teto do carro (amarradas e protegidas por uma lona), as duas espanholas foram lá pro fundo, fui no banco de trás junto com a chilena, e o Di foi na frente com o Mário, nosso guia.

KARINE BRITTO FOTOGRAFIA | instagram.com/karinebrtt
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O carro andou cerca de 10 minutos ou menos, e chegamos na entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa, uma boa parte do caminho até o Salar é percorrido dentro dessa reserva, que pagamos o valor de 150 bolivianos para passar. Esse ticket tem validade de 4 dias, ou seja, como nosso tour seriam 3 dias de ida + 1 de volta, usaríamos ele novamente.

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Esse percurso Atacama > Salar é marcado pelas lagunas maravilhosas que vemos no primeiro dia, essa enorme aí de cima é a Laguna Blanca, com quase 6km de comprimento, ela tem essa cor por causa dos minerais encontrados na água. Geralmente ela é conhecida por ser um grande espelho da paisagem, mas nesse dia ela estava mais branquinha porque em alguns lugares estava congelada. Aliás, estava fazendo muito, muito, muito frio (dá pra perceber pela nossas roupas) e ventando demais. O Mário nos deixou no mirante, de lá nós seguimos andando e descendo pelas pedras enquanto ele seguiu de carro e ficou nos esperando mais pra baixo. Esse primeiro dia é SÓ subida, lagunas e paisagens com vulcões. Coisa mais maravilhosa!

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Depois seguimos de carro por mais um tempo e chegamos na próxima parada, a Laguna Verde, com o vulcão Licancabur ao fundo <3 ele marca essa fronteira entre os dois países. Ela tem essa cor pelo alto teor de magnésio existentes nas formações geológicas da área, sendo tóxica e imprópria pra banho. Mas com todo aquele frio e ventania, uma coisa que eu não queria era me banhar, hahahaha.

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Depois da parada na Laguna Verde, voltamos pro 4x4 e andamos no meio do NADA. Era só deserto, paisagem, nenhuma trilhazinha delimitada. Durante o caminho vimos algumas pessoas fazendo o percurso de volta de bicicleta, e eu só fiquei pensando: PQP, que coragem! Haha. Após alguns minutos (ou horas, não lembro) chegamos na próxima parada: Termas de Polques e Laguna Salada. Apenas as duas espanholas se arriscaram a entrar nas termas, a ventania e o frio continuavam absurdos, mesmo com o sol. A entrada na terma é paga, e pra usar o banheiro também. Como já estava apertada, fui obrigada a ir no banheiro (paguei cerca de 2 bolivianos, acho) e fui com minha coragem. Como é de se imaginar, lá não tem esgoto, só as fossas. Tapei o nariz o máximo que pude enquanto fazia aqueles malabarismos femininos pra não encostar nenhuma parte do meu corpo ali, levei meu papel higiênico, limpei a mão com álcool gel e fim da tortura.

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Depois de alguns minutos nas termas, seguimos viagem, seguimos subindo. Nossa próxima parada foi nos Geiseres del Sol de Mañaña,  o ponto mais alto da nossa viagem toda, 4980 metros acima do nível do mar! Acho que nessa hora meu corpo já estava acostumado com todas essas altitudes, então não senti muito. Só uma dor de cabeça leve que (provavelmente) também foi causada pela fome que eu já estava sentindo (já eram quase 3 da tarde) e o sol forte na cabeça. Depois dessa parada que foi super rápida, o Mário nos avisou que iríamos para o alojamento almoçar, reservar nossas camas e deixar as mochilas. De lá iríamos na nossa última parada, e depois voltaríamos para jantar e dormir.

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Como já esperávamos nosso alojamento era super simples e no meio do nada. Entre carros estacionados, haviam lhamas tomando sol e andando tranquilamente. Eu fiquei em um quarto com duas camas de solteiro junto com o Di, as espanholas e a chilena ficaram no quarto ao lado. Deixamos nossas mochilas e ficamos aguardando pelo almoço. Pouco tempo depois o Mário nos chamou para ir até o refeitório, a mesa já estava posta. Se não me engano, de entrada nos serviram uma sopa, depois nos serviram arroz, frango, muita salada e suco. Por tudo que haviam falado sobre as comidas dessa viagem, eu achei a nossa maravilhosa. Estava tudo bem temperado e bem gostoso. Depois do almoço, por volta das 17 horas, saímos para a última parada do dia: Laguna Colorada.

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Eu juro que pensei que nada poderia me surpreender mais nessa viagem, mas quando vi o TAMANHO dessa laguna, com toda essa água vermelha, eu quase não acreditei. Esses pontinhos rosados são FLAMINGOS, gente, tudo isso de flamingos!!! No Atacama não demos sorte de encontrar nenhum pra ver ~de pertinho, quando chegamos no mirante e vi todos esses pontinhos eu quase comecei a chorar de emoção, hahaha.  Essa laguna contém sal borax, que dá esse contraste com a água avermelhada, que tem essa tonalidade devido a pigmentação de algas e outros sedimentos. Ela é a maior laguna de todas, caminhamos cerca de uma hora e meia (ou mais) por ela, seguindo a indicação do Mário sobre qual lado começar (para não ficarmos contra o vento).

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E foi essa a nossa última parada do dia: laguna enorme, vermelha, flamingos, muito vento na cara, muito amor. De lá voltamos para o nosso alojamento, absurdamente cansados. Arrumamos melhor nossas coisas no quarto e fomos atrás do banheiro, que era comunitário e sem água quente. Aliás, nesses alojamentos dentro da reserva (porque todos funcionam da mesma forma) a energia elétrica só funciona das 20 as 21h00. Usamos os lenços umedecidos que levamos pra tomar aquele banho de gato, tentamos tirar um pouco da areia das roupas e sapatos, preparamos nossa cama - com o saco de dormir em cima do colchão - e em cima do saco de dormir 300 cobertores (estávamos cerca de 4.500 metros acima do nível do mar, e esperando até -20 graus na madrugada) e depois fomos jantar.

Mais uma vez comemos super bem! A comida foi parecida com a do almoço, com arroz, frango, muita salada, e ainda ganhamos uma garrafa de vinho, que estava maravilhoso <3 Dividindo o mesmo refeitório havia um grupo de franceses com uma quantidade absurda de comida, muito mais do que nós e várias garrafas de vinho. Foi aí que descobrimos como funcionam os tours de ~luxo absurdamente caros do salar de Uyuni: todos dividem os mesmos alojamentos, a diferença está na comida que os guias levam. Além disso, eles também conseguiram banho quente, já que o guia levou um gás pra aquecer a água do chuveiro.

Ficamos um tempo ali conversando, rindo, depois voltamos pro quarto. Da nossa janela dava pra ver uma lhama dormindo pertinho da gente, como se fosse um cachorro dormindo no quintal. Começou a escurecer e esfriar, nos enfiamos no saco de dormir cheios de roupas e dormimos que nem pedra. No dia seguinte acordamos as 7 da manhã, o sol já estava brilhando, -10 graus (nem imagino a que temperatura chegou durante a madrugada), tomamos café e seguimos.

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Pra conferir os antigos sobre a viagem só ver a tag desertos :)
BEIJOS
© coffee & flowers POR KARINE BRITTO