fotos em perspectiva no salar de uyuni e o hotel de sal

13.11.16

Depois de conhecer a Isla Incahuasi e sair correndo de um catiorro louco por um pãozinho, partimos pra uma parte mais ~no meio~ do sal, pra fazer as famosas fotos em perspectiva. Apesar de ter algumas aqui que foram feitas com meu celular, as fotos mais legais (com dinossauro e tudo) foram feitas na câmera de uma das espanholas que estavam viajando com a gente. E adivinhem só, elas nunca me passaram as fotos, pois é. Tenho a mocinha e a irmã dela no facebook, já pedi algumas vezes e ela nem visualiza minhas mensagens :( o que é bem triste, mas é aquele ditado: vamo fazê o que, né? Pelo menos fiz algumas com o meu celular.


Acho que ficamos mais de duas horas ali tirando fotos, o Mário que fotografou a maioria, além de dar muitas ideias. Já falei que ele foi essencial pra essa viagem dar certo, né? Depois de tantas histórias bizarras que lemos e ouvimos sobre essa travessia, encontrar um guia tão legal foi realmente muita sorte <3 tiramos uma foto com ele nessa hora, que eu adoraria ter colocado nesse post, mas também foi feita na câmera da espanhola (não confiem em espanholas, brinks, ou não) então fuen. Seguindo viagem, nosso próximo destino foi o Hotel de Sal, ou um deles, já que são MUITOS. Alguns com mais cara de hotel mesmo, outros (a maioria) com cara de alojamento (como o que dormimos na primeira noite), e foi esse que paramos pra conhecer.


O que posso dizer além de que: é REALMENTE feito de sal (?) isso mesmo. As paredes são feitas de sal, o piso é de sal (fino, que você pisa e vê a ~poeirinha se mexendo), até os móveis como: mesas, bancos e camas são feitos assim. No roteiro original dessa viagem está incluso uma noite dormindo em um hotel/alojamento desse, mas como eu disse, nós tivemos a opção de ir pra um hotel na cidade de Uyuni e não recusamos ;P hahahah. Quando chegamos aí nesse hotel só pra visitar, descobrimos que (como o Mário disse) estava sem água quente, então realmente foi uma boa escolha (imagina tomar banho gelado fazendo -10 graus lá fora? -not). Na saída do hotel aproveitamos pra fazer fotos com as bandeirinhas #VaiCorinthians e andar um pouquinho por ali. 


Uma coisa meio chata dessa parte: há dois espaços com bandeiras (que eu tenha visto) na região do Salar. Essa, perto do hotel de sal, e outra perto da Ilha de Cactus. Porém, em nenhuma delas há bandeiras do Chile! Pois é. Há uma treta territorial envolvendo os dois países, em que os bolivianos acusam os chilenos de terem roubado uma parte do país deles em alguma guerra aí do passado. Essa ~treta se estende até hoje (embora eu não tenha visto nenhum boliviano tratando mal algum chileno). E o resultado disso são essas demonstrações de: você não é bem vindo aqui, portanto, não vou colocar sua bandeira ~ Além de uma coisa mais tensa, que é: o vulcão Licancabur, um dos mais bonitos da região do Chile, está metade para os chilenos e metade para os bolivianos. Porém, a parte chilena é cheia de MINAS que os bolivianos colocaram em algum momento da história (com parceria dos argentinos, pelo que nos contaram). Por conta disso, subir nesse vulcão só é possível pelo lado boliviano. Outra coisa é que carros e guias chilenos são proibidos de fazerem passeios pela Bolívia, por isso que existe uma troca de carros (e de guias) quando chegamos na fronteira pra seguir do Atacama para o Salar. Achei tudo isso meio triste, principalmente pela Paloma, chilena que fizemos amizade. Todo mundo tirando fotos com bandeiras e ela com cara de: não tenho uma :/


Depois das fotos com as bandeiras, seguimos pra uma feirinha que fica do ladinho do Salar. Dei uma volta, comprei alguns chaveiros e depois fiquei no carro porque já estava bem cansada e morta de fome. Pra quem vai fazer essa viagem, fica dica: compensa muito mais comprar artesanatos e roupas na Bolívia, o preço é bem melhor do que no Atacama. Mas como eu não sabia disso, levei uma quantidade de bolivianos meio contadinha só pra pagar as entradas dos parques, então acabei comprando presentinhos no Atacama mesmo. Depois das compras seguimos para nossa última parada obrigatória na região de Uyuni: o cemitério de trens, que fica para o próximo post :)

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Mais uma vez eu tinha na cabeça a ideia de que AGORA É O ÚLTIMO POST DA VIAGEM, porém, não foi dessa vez, risos. Isso aqui já tá enorme e ainda tem histórias sobre a volta, a passagem pela fronteira em que queriam nos cobrar PROPINA na imigração (pois é) e mais sobre o Atacama.

Então, até mais!
BEIJOS
© coffee & flowers POR KARINE BRITTO