shonda rhimes me entenderia

13.7.17

shonda rhimes me entenderia / coffee & flowers blog

O perfeccionismo, as comparações, as inseguranças. O medo de falhar, de não ser boa o suficiente, de ser uma fraude. "Algo sempre se perde. Algo está sempre faltando". Ler O ANO EM QUE DISSE SIM da Shonda Rhimes, só me fez admirar mais ainda essa mulher. Porque atrás da criadora da série que eu-mais-amo-nesse-mundo (fãs de Grey's Anatomy, uni-vos!) & do universo maravilhoso de Shondaland, está uma mulher real. Dessas que descontam frustrações em comida, morrem de medo de falar em público, se comparam e chegam até a 'se diminuir' em alguns momentos. Durante a leitura desse livro eu senti como se estivesse lendo o blog de uma amiga. Uma amiga que um dia viu que algo estava errado e resolveu se arriscar, indo atrás de tudo que mais lhe causava medo, encarando os problemas de frente ao invés de adiá-los. A Shonda é uma das pessoas mais poderosas da TV americana, uma titã, mas que se mostrou humana contando sobre todas suas fragilidades: no trabalho, como mãe, com sua forma física, no amor. Assim como eu, que já falei aqui sobre minhas inseguranças em relação ao meu trabalho como fotógrafa, e vivo lutando contra o monstrinho da comparação. Eu que recentemente fiz 42,9 de 50 pontos em uma prova de vestibular e me questionei se eu realmente tinha ido bem ou se a prova estava fácil demais. Pois é. Como diria Shonda: me faltou duroneza.

"Duroneza, estou descobrindo, é um novo nível de confiança — tanto em si quanto naqueles ao redor. E agora sinto como se pudesse ver tantas coisas incríveis sobre mim mesma e sobre as pessoas que me cercam (...) Certamente, não havia nada em mim que poderia ter sido positivo e animador e inspirador para elas. Não quando eu estava tão ocupada me escondendo e tentando ser menor e ser nada".

O caminho que a Shonda encontrou para fazer sua vida mudar e se mostrar pro mundo como ela realmente é, e não apenas o seu casco, foi começar a dizer SIM para todas as coisas que mais a aterrorizavam. E ela conta que isso salvou sua vida, seu trabalho e a relação com as 'pessoas pelas quais ela morreria'. Aprendeu a dizer 'sim' para ela mesma e 'não' para as coisas que não faziam sentido na sua vida, porque o SIM é isso: é saber o que você deve priorizar, deixando de lado todo o resto. Não que tenha sido um caminho fácil, rápido, como se tudo tivesse mudado do dia pra noite. Afinal, nada é assim, né? Mesmo quando você é a Shonda Rhimes. Mas durante esse livro é nítido como cada 'sim' a levou para um passo adiante, para um outro 'sim' maior, a transformando cada vez mais. "Quando você sente a necessidade de pedir desculpas ou explicar quem é, significa que a voz em sua cabeça está contando a história errada. Comece do zero. E reescreva". 


Eu não sei fazer resenhas de livros, vocês que me desculpem. Resolvi postar isso aqui porque há tempos eu queria ler esse, que estava no meu Kindle há meses e eu só enrolava. A leitura finalmente saiu depois que eu, a Maki e a Clara criamos um clube do livro, que chamamos carinhosamente de CHÁ COM FLOR. Essa maravilhosidade foi nossa primeira escolha de leitura, aliás, foi uma ótima primeira escolha. Terminei esse livro com vontade de comprar a versão física e ler tudo de novo. E como eu disse: não sei falar sobre livros. Sou péssima nisso. Mas, tô aqui. E espero que essas poucas palavras tenham feito vocês se interessarem por ele (pelo menos um pouquinho, HAHA). O Ano em que Disse Sim está por apenas 7 golpinhos em sua versão digital na Amazon, nem preciso falar que indico muito a leitura, né?


Espero que tenham gostado do post! Alguém aí já leu esse livro? Vamos conversar! Deixem aí nos comentários qual parte vocês mais gostaram e não deixem de ler os posts das meninas, ficaram maravilhosos :) Beijos 

© coffee & flowers POR KARINE BRITTO